terça-feira, 22 de março de 2011

ler...

Acordei super inspirada hoje , são exatamente 6:45 da manhã , óóó kkk' arrumando minha bolsa , estava esqueçendo de uma coisa , ai lembrei que era meu livro , adoro ler , e essa semana estou lendo 'O reencontro ' Fred Uhlaman , particularmente estou em loooove com ele , adorei a historia , muito linda, super inpolgante ! haha 
Confere um pouquinho dele ...

Grandes livros geralmente são criados com ambições desmesuradas e idéias radicais, mas há algumas raras vezes que, com uma mecânica difícil de precisar, apenas certa despretensão basta. Esse é o caso da notável pequena novela O reencontro, de Fred Uhlman. Sua estória é narrada com tanta simplicidade e possui uma estrutura tão reduzida ao essencial, com capítulos breves e linguagem direta, que a novela se torna o mais próximo que pode existir de uma obra-prima involuntária.
A literatura alemã, de Wilhelm Meister à O tambor, passando por Tônio Kroeger eJogo de contas de vidro, tem uma densa tradição em romances e novelas de formação. Narrativas que acompanham o aprendizado sentimental de determinado herói até a vida adulta não faltam na cultura germânica, e O reencontro não foge em nada ao gênero tantas vezes reencenado. Está lá a tensão silenciosa entre os diferentes grupos étnicos, a sexualidade subterrânea, as tradições decenares, os sobrenomes centenares, os preconceitos milenares; o transcendental conflito entre razão e sensibilidade, a instituição como um atentado à liberdade da imaginação, a sombra dos familiares agindo por trás de cada mínimo ato.
No entanto, ao contrário das outras narrativas do gênero, Uhlman prefere se debruçar sobre o que considera verdadeiramente essencial no fenômeno humano e escolhe, para isso, em pleno tenebroso período hitleriano e anti-semita, a amizade e a compreensão. É uma novela terna e sensível, que não alcança o território ambíguo do perdão, mas que enxerga aquilo de mais importante um homem pode perder em meio a um ambiente dominado pelo fanatismo político e embriagado por preconceitos: aquilo que se ama.
O amor, o verdadeiro amor, aquele sentimento vertical que dilui as dificuldades do mundo, pode até faltar nos casamentos de toda uma vida, na relação cotidiana entre pais e filhos, nas sucessivas promessas etéreas com as sombras dos mortos e, não raro, no sempre conflituoso diálogo de um indivíduo consigo próprio. Porém, se todas as maneiras que dois seres humanos podem se confiar, nenhuma delas é mais rara e exigente que a amizade. E é sobre a tocante amizade entre Konradin, filho de aristocratas cujo sobrenome se confunde com a história da Alemanha, e Hans, um judeu de classe média cujo pai é um veterano de guerra, que a novela O reencontro, com todos os seus meandros e indecisões, discorre.
A ingenuidade de se crer capaz de qualquer sacrifício faz com que Hans, em uma passagem desse seu pequeno memorial, escreva: "Do mesmo modo como passei a acreditar que 'dulce et decorum pro Germania mori', teria concordado que morrer 'pro amico' era igualmente 'dulce et decorum'". Não existe amizade sem amor, que, apesar de tudo, sobrevive - poucas morais em tempos de guerra foram tão doces.
Espero que gostem , tanto quanto eu , ótimo dia ;p
Beeijinhus :*

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